Não deixe seu amor cair na rotina!

Não deixe seu amor cair na rotina!
12.12.2017 Rosana Braga
rotina

Se você tivesse de descrever o que é rotina agora, imagino que diria algo como “rotina é fazer a mesma coisa todos os dias”.

Sim, é por aí! E rotina no amor significa manter sempre os mesmos hábitos na vida a dois.

Cada casal, depois de algum tempo de relacionamento, em geral consegue facilmente identificar qual é a sua rotina. A questão é que, para a maioria de nós, adultos, a palavra rotina remete a algo como chatice, situação enfadonha, desânimo, falta de novidade, de empolgação e até de prazer.

Pode até ser mesmo. Especialmente se essa rotina estiver acontecendo sem que nenhum dos dois se dê conta. A mesmice vai se instalando e o casal vai perdendo o brilho sem perceber. Como se fosse perdendo a cor. Como se a bateria ficasse fraca. Como se o quente fosse amornando, esfriando… até gelar. Ou congelar.

Mas se a rotina for consciente e tiver um propósito, pode até ser muito boa, sabia?

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Crédito: Giphy.

Porque não sei se você sabe, mas a rotina também pode ser sinônimo de segurança, confiança e equilíbrio emocional.

Bom mesmo, no entanto, é não ficar nos extremos. Nem viver um amor completamente sem rotina, nem um amor sem rotina nenhuma. E eu poderia deixar aqui algumas dicas, tais como “vá jantar fora duas vezes por mês”, “saia pra dançar ao menos uma vez por mês”, “programem viagens anuais para lugares inéditos”, entre outras. E fico cá me perguntando: seguir essas dicas não seria, de certa forma, seguir uma rotina?

Então, quero te desafiar a algo novo

Que você pratique, na medida do possível, e sempre que sentir vontade, uma DR diferente. A maioria dos casais pratica a tradicional DR que é Discutir a Relação. Mas essa DR tem outro significado, outra proposta! Trata-se de Deixar Rolar.

Isso mesmo! Entrar no momento presente! Ser espontâneo. Sair do lugar comum seguindo seus instintos, seu coração, seu espírito aventureiro e, acima de tudo, dando ouvidos à sua criança interior. Fazer o que tiver vontade sem ficar ponderando excessivamente os prós e os contras.

Porque quando a gente cresce e se torna adulto, costuma perder a capacidade de ser espontâneo. E o resultado é que toda a nossa vida passa a ser refém do filtro do cabeção! Ou seja, a mente manda. Interfere em tudo o que a gente deseja e sente.

Mais ou menos assim: você sente vontade de preparar um jantar surpresa. Daí o cabeção começa: “ah, mas você tá cansada”, “talvez ele nem volte cedo pra casa”, “mas o que você vai fazer? Não tem nada na geladeira”, “e se ele nem ligar?”. Enfim, milhões de empecilhos surgem em frações de segundos e quando você menos espera, já desistiu da ideia.

Isso acontece com outras ideias do tipo “vou levar flores pra ela, hoje”, “vou convidá-lo pra tomar um sorvete e ver a lua agora, mesmo já sendo quase meia noite”, “vou mandar uma mensagem bem picante neste momento, mesmo sabendo que ela está numa reunião”. E por aí vai… Coisas simples, pequenas alterações na rotina que poderiam propiciar momentos incríveis. Mas a gente não vive porque simplesmente não deixar rolar…

Eu e meu marido costumamos praticar a DR assim: a gente sai sem destino.

Entra no carro ou pega a bike simplesmente sai. Quando a gente chega numa encruzilhada, um olha pro outro e quem sugerir primeiro, ganha. Pra esquerda ou pra direita? A primeira sugestão é sempre a que vale. Ninguém contesta. E se surgir alguma ideia no caminho, do tipo “vamos parar aqui?”, a resposta é sempre “sim”. E o dia acontece de um jeito mágico toda vez que a gente se entrega e se permite! Tente você também!

Rosana Braga
Psicóloga, Escritora, Jornalista e Palestrante. Pós graduada em Educação Sexual. Autora dos livros Quem Ama, Mostra, Faça o Amor Valer a Pena e O Poder da Gentileza.

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