7 medos que destroem seu relacionamento

7 medos que destroem seu relacionamento
26.03.2018 Rosana Braga
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7 medos que destroem seu relacionamento ou a chance de começar um.

Que os medos têm sua função e, em alguns casos, podem ser essenciais, não se discute. Mas medos sem consciência ou em excesso certamente paralisam e se tornam obstáculos, armadilhas, autossabotagens.

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Créditos: Giphy e Greg Gunn.

Por isso, vale uma reflexão sobre a intensidade e a percepção com que você tem vivenciado alguns desses sentimentos. Eles têm sido seus aliados ou seus inimigos? Têm servido para te proteger de exposições desnecessárias ou para te impedir de viver riscos fundamentais? Alguns sinais podem contribuir para que você se dê conta do quanto seus medos podem estar destruindo sua grande chance de ser feliz na vida e no amor. Confira!

  1. Medo do abandono!

    Um dos maiores medos do ser humano é o de ser abandonado. Quanto mais inconsciente for esse medo, maior se torna a sua abrangência. Quem sofre desse excesso, pode deixar de se entregar ou de começar um relacionamento. Iludido de que pode evitar a dor da perda, prefere nem se envolver. No caso dos mais conscientes, o medo é de que o outro desista da relação, por qualquer motivo. Assim, a pessoa se fecha ou se economiza em tudo o que sente. Não vive por inteiro.

  2. Medo de ser traído ou enganado!

    Pessoas controladoras, ciumentas ou possessivas costumam alimentar fantasias que só fazem crescer esse medo. Como dizem no popular, “veem pelo em ovo”. Duvidam do que ouvem e colocam à prova a maioria das situações, especialmente os sentimentos do outro. E nessa tentativa insana de mostrar que suas desconfianças têm razão de ser, terminam se dando mal quase sempre. Costumam comprovar, por insistência, que “quem procura, acha”!

  3. Medo de não ser correspondido!

    Em geral, esse medo assola os inseguros e pessoas com autoestima baixa ou aniquilada. Na maior parte do tempo, elas se sentem pouco ou nada merecedoras de serem amadas ou admiradas. Por isso, alimentam a quase certeza de que não são correspondidas naquilo que sentem pelo outro. E de tanto que apostam neste cenário, têm grandes chances de convencer, de forma direta ou indireta, consciente ou inconscientemente, de que realmente não valem a pena. Trata-se de um ciclo vicioso e autodestrutivo.

  4. Medo de não ser bom o bastante!

    Esse medo tem a ver com a mania inútil que algumas pessoas têm de se compararem. Vivem olhando ao redor para observar e analisar o que é do outro. E, assim, estão sempre se colocando num lugar de “melhores” ou “piores”. O problema é que tal dinâmica enfraquece absurdamente a capacidade dessas pessoas de se enxergarem e reconhecerem seus próprios talentos, suas próprias qualidades. E quem não se vê, não se mostra! Mas, pior do que isso, é que termina mostrando os outros. E afastando a pessoa amada por não se colocar na relação, deixando seu lugar vazio até que outra pessoa o ocupe e o tal “comparador” reforce ainda mais sua crença limitante de que não é bom o bastante…

  5. Medo de não ser reconhecido ou valorizado!

    A pessoa faz, faz e faz. Sem se questionar se é isso mesmo que ela quer. Não dá ouvidos aos seus desejos e sentimentos, sempre obcecada pela tentativa de agradar o outro. Quer ser especial, custe o que custar. São pessoas que exageram nas demonstrações, nos cuidados e na “bondade”. Temem não serem reconhecidas e estão sempre com a sensação de que ninguém valoriza tudo o que elas fazem. Sim, claro, porque é praticamente impossível reconhecer e valorizar alguém explicitamente durante todo o tempo. Tratam-se de pessoas carentes e que precisam olhar para si, antes de desejarem ser vista pelo outro.

  6. Medo de ser feito de bobo!

    Parecidas com aquelas que têm medo de serem traídas e enganadas, essas pessoas têm a impressão de que o mundo quer tirar vantagem delas. Qualquer pedido de alguém, mesmo que seja da pessoa amada, termina parecendo um teste de esperteza e de quem manda em quem. Assim, ela tende a não cuidar, não mimar, não demonstrar, quase nunca se declarar ou deixar claro o que sente. Faz o estilo durona e de que não precisa de ninguém. No fundo, morre de medo de sofrer por se doar a alguém. E termina perdendo a chance de viver o amor com toda a intensidade que ele pede e depois se arrepende.

  7. Medo de sofrer!

    Ah, esse medo! Quem não tem? Não há remédio que alivie o sofrimento. Seja por amor não correspondido, pela perda de alguém, pelas inseguranças, ciúme ou quaisquer frustrações. Mas que me conte quem conhecer uma única pessoa sequer que jamais sofreu! Impossível! Faz parte do pacote da vida. Absolutamente inevitável. E que bom! Pois há em qualquer dor a chance imperdível de um aprendizado impossível sem ela.

Por fim, se a dor é o preço que se paga pela chance espetacular de existir, desejo que você ouse, que você pare de se defender o tempo todo e ame, dê o seu melhor, faça tudo o que estiver ao seu alcance, e quando achar que não dá mais, que não pode mais, respire fundo e comece tudo outra vez

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Créditos: Giphy e Greg Gunn.

Rosana Braga
Psicóloga, Escritora, Jornalista e Palestrante. Pós graduada em Educação Sexual. Autora dos livros Quem Ama, Mostra, Faça o Amor Valer a Pena e O Poder da Gentileza.

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