Amor platônico: O que vemos no outro, o que ele não vê em nós.

Amor platônico: O que vemos no outro, o que ele não vê em nós.
25.10.2017 Rafaela Guimarães
amor platônico

Quem não se recorda daquela paixonite de criança por aquele ídolo amado, onde você já se imaginava casando, tendo filhos em uma linda e maravilhosa casa, onde seu conto de fadas se realizava. Mas ai você cresce e vê que esse ídolo realmente não será o amor da sua vida, que é na verdade apenas um amor platônico. E, você começa a literalmente viver e começar a descobrir o que o mundo tem para te apresentar.

Todo mundo já teve um amor platônico!

amor platônico

Créditos: Giphy e Bob Esponja (desenho animado).

Os primeiros sinais da adolescência se revelam: você vai olhar para aquele menino, ou menina mais popular do colégio, e vai fazer de tudo para chamar a atenção dele (a). Tenta mudar o cabelo, para ver se irão reparar, escutar as mesmas músicas, tentar encontrar e saber sobre a rotina dele, para ter assunto para falar. Eis que rola aquela primeira decepção amorosa. Seu então “amor” consegue reparar em todas as pessoas, menos em você. Aí vem aquela velha história, que suas amigas falam que ele gosta de você, mas que não sabe demonstrar. Convenhamos. Sabemos que isso não é verdade. E aí começa a tal indagação: “O que elas têm que eu não tenho? ” Simples. Essa pessoa, não é para você. Mesmo que você também já tenha se imaginado, como se imaginou antes com seu ídolo favorito.

Adultos também caem nesse círculo vicioso

Quem pensa que na fase adulta não se cai no círculo vicioso de um amor platônico, está totalmente equivocado. Talvez, seja a pior fase para cair novamente nesse conto. Porque chega aquela fase que você quer parar de badalar, ou ter alguém para badalar ao seu lado, ou simplesmente sentar em um barzinho para conversar, planejar uma viagem… Tem uma hora que o coração pede isso.

E ai você conhece uma pessoa…

Mas essa pessoa fala com você, conversa, expõe fatos da vida… O pior é quando você percebe que não tem que procurar assuntos em comum, porque ambos têm. E o final, todos sabemos. Você se apaixona. E fica naquela esperança de ter um retorno, de ter uma resposta positiva sobre o seu sentimento. Você acha que encontrou uma razão, alguém para percorrer um caminho em conjunto. Você realmente pensa que não existe outra pessoa para ocupar o lugar que esta, já ocupa em seu coração.

Mas, histórias de amores platônicos nunca saem como idealizamos.

Ainda mais quando a sua “fonte de amor” sabe seus sentimentos, te ilude, e parte. E mais uma vez, você se coloca em questão, querendo saber o que tem de errado, o porquê de não chamar a atenção de quem você tanto ama e que, em algum momento, pensou que te amasse de volta. Um sentimento que pensou ser recíproco.

Você tenta o seu melhor, mas não tem sucesso. Você pode até ter coisas que almeja, mas não o que sua alma quer de verdade. Aí, você pensa que pode “consertar” a pessoa, mas não existe erro em nenhuma parte. Infelizmente, nem todos conseguem amar da mesma forma que nós amamos. Não conseguem ver o quanto que o amor pode ser importante na vida.

Nós sempre estaremos vulneráveis a amores platônicos.

amor platônico

Créditos: Giphy.

E como não poderíamos? Somos feitos de sentimentos. Mesmo com um coração partido, a vida está ai para nos ensinar, todos os dias, diversas lições diferentes. Antes de tudo, procure se amar, procure estar pleno dos seus sentimentos por você e cheio de amor próprio. Depois de uma desilusão, é comum querer se fechar para o mundo e cuidar do coração. Cuide mesmo, mas não se feche para o amor. Porque existe sim, alguém que vai te acalentar de todas as formas que você sonhou. Existe a parte que vai completar o que você já é. E todo o platonismo que já se passou, se tornará real. É só acreditar. Viva com a alma. Viva com amor.

Carpe Diem!

Rafaela Guimarães
Escritora e jornalista, viciada em livros, séries, cultura Geek e café. Eternamente apaixonada pelo que as palavras proporcionam.

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