Amor à primeira vista: Existe ou não?

Amor à primeira vista: Existe ou não?
10.12.2017 Bárbara Alessandra
amor à primeira vista

Amor à primeira vista existe? Eu costumava pensar que não. Ao meu ver, à primeira vista existia atração, não amor. O amor é algo que vem com o tempo, com cuidados, com alimentos certos para seu crescimento. Mas então me dei conta de que tinha um pensamento muito limitado sobre o amor.

Afinal, existem várias formas de amar.

amor à primeira vista

Créditos: Giphy.

Existe o amor de mãe, que é incondicional e à primeira vista. Sei que quando minha mãe me viu pela primeira vez, já me amou. Tem também aquele amor puro da minha cachorra, que me amou logo no primeiro dia, e tem me amado mesmo quando eu brigo com ela. Tem o amor de vó, que é quase igual ao amor de mãe, porém um pouco mais maleável. Que é aquela pessoa que vai te tirar do castigo escondido, te dar a sobremesa antes do jantar e deixar você assistir televisão até mais tarde. Tem amor de amigo, que só cresce e se fortalece em meio às besteiras que fazemos juntos. E esse amor surge do nada, logo no primeiro dia. Tem amor de irmão, que, nossa, é um dos mais complexos que eu já pude experimentar. Aquele amor que resiste às brigas e à convivência e que embora não pareça amor, é um dos mais fortes que o ser humano é capaz de sustentar. Ah, e tem aquela série que a gente já ama desde o primeiro capítulo.

Então sim, amor à primeira vista existe.

amor à primeira vista

Créditos: Giphy e Mia Page.

O que não existe é um termômetro para medir o amor – embora eu já tenha visto alguns online naqueles sites de combinação de signos. Também não existe uma receita para te ensinar a amar ou ser amado. Pode ser amor à primeira vista ou à quinquagésima sexta. Pode ser recíproco assim como pode não ser. Que ele existe, a gente já sabe. A questão é: Resiste?

Porque amar assim, de cara, é comum. O coração é uma vítima fácil. O problema é saber se esse amor resistirá às próximas vistas. Porque o amor é um sentimento, e um dia ele morre. Ele nasce, cresce, nos transforma e se vai. É o ciclo. Deixa umas dores, uns ensinamentos e dá espaço para que uma nova forma de amar possa florescer. À primeira vista é tudo muito bonito, mas depois a gente passa a se questionar sobre o quão cego estávamos nessa primeira vez. E saber se ele resistirá ao tempo, só o tempo mesmo para responder.

O que eu posso afirmar é que existe sim amor à primeira vista. E é bem gostoso amar assim. Agora, se ele existe lá pela segunda, terceira vista, isso eu não sei te dizer.

 

Bárbara Alessandra
Babí, 1998, capricorniana e paulista. Amante das palavras, escreve com a alma, porque capricornianos não tem coração

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